“Plena mulher, maçã carnal, lua quente, espesso aroma de algas, lodo e luz pisados, que obscura claridade se abre entre tuas colunas? Que antiga noite o homem toca com seus sentidos? Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas, com ar opresso e bruscas tempestades de farinha: amar é um combate de relâmpagos e dois corpos por um só mel derrotados. Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito, tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos e o fogo genital transformado em delícia corre pelos tênues caminhos do sangue até precipitar-se como um cravo noturno, até ser e não ser senão na sombra de um raio.”
Por Pablo Neruda.
Arrumei a casa, troquei os lençóis da cama, acendi dois incensos e fiz seu bolo preferido [sem manteiga]. Você demorou a aparecer e quando bateu na porta respirava ofegante, quase se esvaindo. De leve levantei meus olhos até eles encontrarem os seus. E assim, quem ficou ofegante fui eu. Você nem entrou. Falou, falou, falou. Sequer uma lágrima, um sentimento que seja. Não, nada. Você não me deu oportunidade de falar, até esperou que alguma coisa saísse pelos meus lábios, mas aquilo era tão novo e tão velho, tão forte, que só me escorriam lágrimas. Meu coração era o único a fazer alguma coisa, ele se perguntava… E afinal quem é você? O que você tá fazendo? Onde VOCÊ foi parar? Virei-me e pedi que fosse embora. Pra sempre! Ora, o que você pensa que meus sentimentos são? Um bonito parque de diversões? Não. Eles não são não. Eu te amei sabe? E muito. Quantos dias/meses/anos vão se passar até que na sua cabeça você entenda o que significou pra mim e que tudo que’u sempre quis foi você ao meu lado? De repente a gente começou ou terminou de um jeito errado. Eu só queria acordar e não sentir o vazio que você deixou no lado esquerdo da cama. Não venha conversar. Por favor. Eu não quero. Na verdade, não me importa mais o que você diga… Nada que disser vai mudar. É o fim. Não era o que’u queria. Mas foi você quem escolheu assim. E agora… Minha vida caminha. Te diria infinitas coisas, entretanto, você só precisa saber que …
Por Camila.
Por olhos deságuam até o coração se esgotar.
“E voltar p’rá casa pros teus braços”
E se’u te roubar? Roubar um beijo, um abraço, um carinho, o amor. Se’u te roubar dai? Desse seu mundo complexo, dessa vida torta. Se’u te roubar um sorriso? Você volta?
Minha cor. Minha flor. Minha cara. / Quarta estrela. Letras, três. Uma estrada. / Não sei se o mundo é bom. Mas ele ficou melhor. Quando você chegou. E perguntou: Tem lugar pra mim? / Espatódea. Gineceu. Cor de pólen. / Sol do dia. Nuvem branca. Sem sardas. / Não sei se esse mundo é bom. Mas ele está melhor. Desde que você chegou. E explicou o mundo pra mim. / Não sei se esse mundo está são. Mas pro mundo que eu vim já não era. Meu mundo não teria razão. Se não fosse a Zoé. / Espatódea. Gineceu. Cor de pólen. / Sol do dia. Nuvem branca. Sem sardas. / Não sei quanto o mundo é bom. Mas ele está melhor desde que você chegou. E explicou o mundo pra mim. / Não sei se esse mundo está são. Mas pro mundo que eu vim já não era. Meu mundo não teria razão. Se não fosse a Zoé.
Answer:
Ôh linda! Sinto saudade de você também, muita saudade. Te amo
Eu quero me perder no seu sorriso.
Answer:
Obrigada. Vou bem e você? … É quem eu penso que é?
Por vezes, paz.
Answer:
Obrigada. Prazer. :)
Devo gritar ao mundo?
Ele andava, vivia, duvidava do amor, andava, vivia, não se preocupava com muita coisa, um caminho. Ele não viu, ela chegou caminhando devagar sorrindo, ele sentiu, ela aconchegou sua mão na dele. Ela ama, ele finge que não vê mas abre um sorriso no canto esquerdo da boca. Ela o ama muito. Ele nem sabe dizer o quanto ama.